Passei tanto tempo correndo atrás do Coelho Branco. Ele que sempre esteve atrasado e apressado. Corri tanto, durante anos, que chegou uma hora em que a fadiga tomou conta de mim e eu cansei de tentar acompanhá-lo. Parei e em poucos instantes o vi sumir na multidão. Correr atrás de algo sem rumo, às vezes, não é a solução. Parar para pensar, muitas vezes, é interessante. É inevitável uma análise para descobrirmos onde estamos pisando, até onde o nosso passo alcança e se é que existe o País das Maravilhas, afinal. Viver andando sem curso, seguindo algo que não se tem certeza ser real, além de cansativo, pode ser um tanto ilusório como um Coelho usando um Paletó. E de tanto correr em círculos, chega uma hora em que você se sente esgotado. Sem esperanças, sem perspectiva de vida alguma e começa a deixar de viver e passa apenas a existir. Esquece de todos os cheiros, cores e sabores. Não mais vê graça em um sorriso discreto e deixa de admirar as coisas mais belas e simples que a vida lhe proporciona. Porque, ao meu ver, precisamos de algo para nos motivar e nos aventurar de verdade. A vida é assim, como um Rio, sempre com a água corrente, sempre em linha reta. Assim como o Coelho Branco, sempre correndo, sempre adiante, sempre com pressa, sempre atrasado. E de tanto procurarmos as maravilhas de um País, esquecemos de viver e com isso, não percebemos que elas sempre estiveram bem aqui.
Alice, me empresta as maravilhas do teu País?
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