Primavera.



Suspirar eu te amos não é sinônimo de afeto. Falar é muito fácil, muitas pessoas dizem que as palavras tem poder, mas para mim não. Palavras serão sempre palavras, nada mais do que isso. Hoje em dia um "eu te amo" é tão romântico quanto um "me passe o açúcar". Ou seja, palavras jamais me convencerão de algo. Assim como, não estou aqui para convencer ninguém com minhas palavras. O que vale mesmo é as atitudes, os gestos, a vontade de querer estar junto. Pequenos detalhes fazem toda uma diferença. Não estou aqui para agradar ninguém, apenas para tentar ser feliz. Cada pessoa tem uma maneira de pensar, assim como, uma forma de agir. Não é porque eu sou extremamente reservada em relação a sentimentos que eu não os tenho. Não é por não saber demonstrar que eu não sinto. Muito pelo contrário, dá ainda mais trabalho sentir e guardar, porque a vida toda eu precisei me proteger e acabei me acostumando a ser assim. Porque tudo é questão de vício. Me viciei tanto na solidão, que é bastante enlouquecedor dormir e acordar pensando em alguém.
Passar o dia tentando imaginar o que esse alguém está fazendo, no que esse alguém está pensando. É sempre mais fácil apontar o dedo para outra pessoa e conjeturar, mas acho bastante inconveniente julgar aquilo que se desconhece. Porque só nós mesmos sabemos o que se passa aqui dentro e o que, de fato, sentimos. Medir a intensidade de um sentimento é o mesmo que tentar adivinhar se no dia seguinte vai fazer Sol baseando-se apenas no céu estrelado da noite anterior. É incerto demais, confuso demais. E muitas pessoas perdem oportunidades incríveis por desejarem loucamente o calor mais ardente do Verão, o frio mais congelante do Inverno, em vez de dar uma chance para a Primavera florescer.

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